Jornada de transição de carreira

Home office, demissões, redução de jornada ou diminuição dos clientes, foram algumas situações que chegaram de repente. Sem uma perspectiva para o fim do isolamento social, se reinventar virou a palavra de ordem para que a produtividade e os rendimentos sejam mantidos ou readquiridos.

Com a chegada do isolamento social, as carreiras deixaram de ser lineares, algumas profissões que antes movimentavam a economia, estão gradualmente cedendo espaço para outras. A “transição digital” e, todos aqueles que vivem essa mudança começam a se deparar com um novo propósito, além de perderem a importância no mundo corporativo. É neste momento que se faz necessária a migração para uma nova carreira.

Segundo pesquisa realizada pela pela Tera e a Scoop&Co ReTrabalho 2020, que investigou como as pessoas e organizações da “transição” estão lidando com o impacto da tecnologia, 63% das pessoas já mudaram de carreira e 48% pretendem mudar de carreira nos próximos 12 meses. Dessas pessoas, 70% dizem que querem uma carreira mais alinhada a seus interesses e propósito de vida.

Foi o que aconteceu com a paulista, Fabíola Giusti, empresária do ramo de eventos, há mais de 12 anos, um dos mais prejudicados durante a pandemia e, ainda, sem previsão de retomada das atividades. “Sou formada em gastronomia, mas não havia investido na profissão, a brusca suspensão das minhas atividades me levou ao desespero. Senti que era preciso fazer algo, foi quando transformei esse sentimento em desafio e, decidi colocar o meu dom gastronômico pra fora, enxergando como uma missão de ajudar as pessoas. Transformei meu quarto de hóspedes em uma segunda cozinha, estou abrindo um novo negócio voltado à gastronomia vegana funcional, com o diferencial de seguir um contexto mais saudável. Também me reinventei nas redes sociais, estou aprofundando meu conhecimento para utiliza-la como referência de mercado para nicho que quero atingir”, afirma.

De acordo com o levantamento da Organização Mundial do Trabalho (OMT), cerca de 1,25 bilhão de pessoas estão empregadas em setores duramente afetados pela paralisação das atividades com a pandemia e, correm o risco de ficar sem trabalho nos próximos meses, ou já perderam seus empregos.

É o que explica a administradora de empresas Patrícia Xavier, moradora de Palmas – TO. “Eu e meu esposo ficamos sem trabalho e, foi aí que eu tive a grande sacada, como auxilio emergencial decidi multiplicar esse dinheiro e colocar algo que sempre fui apaixonada: o empreendedorismo. Passei a produzir e vender lanches gourmet, com o diferencial de usar o “pão delícia”, típico de Salvador – BA, algo novo na minha cidade. Assim surgiu o Delicias da Paty.Palmas e, tenho conseguindo sobreviver somente do meu trabalho”, comemora.

Reinventar-se é preciso

A primeiras lições que esse período tem ensinado é a necessidade de desenvolver novas competências para que todos tentem passar por esse período da melhor maneira, ou de forma menos danosa.

Um exemplo claro de reinvenção é o que aconteceu com o gerente de T.I, Marcelo Xavier, profissional da área há mais de 20 anos, perdeu o emprego 1 mês depois de anunciada a pandemia no país. Casado, pai de dois filhos e detentor de um alto orçamento financeiro mensal, decidiu colocar em prática os 5 anos de estudos no mercado financeiros. “Sempre fui apaixonado pelos investimentos na bolsa de valores e, fazia algumas aplicações nas minhas horas vagas. Neste momento de desemprego, passei a me dedicar mais, a pedidos de amigos, comecei a oferecer assessoria para os mais próximos, o que resultou na chegada de mais indicações. Hoje assessoro 15 pessoas e, temos conseguido bons resultados.

Na prática, esses exemplos se aplicam na flexibilidade e capacidade de resolver problemas complexos. Trabalhar a mente, controlar as emoções e a ansiedade também são fatores cruciais para ser produtivo e buscar novos caminhos.

Novas atitudes e comportamentos de vida

Durante o período de transição, é comum passar por pensamentos de incertezas, afinal, não existe um cenário desenhado identificando quais são os rumos que o mercado de trabalho vai tomar, nem as profissões que tendem a crescer ou quais estarão em declínio.

É inegável que o mercado, como um todo, precisará desenvolver novos caminhos para manter-se vivo, será um caminho sem volta. Empresas que sobreviverem à crise econômica não irão querer correr o mesmo risco novamente – e vão investir com urgência em produtos, serviços e experiências digitais.

Você já parou para analisar se está preparado para fazer uma transição de carreira?

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