Consórcio x Poupança

Juntar dinheiro e conseguir altos rendimentos para alcançar objetivos e aspirações pessoais é uma tarefa bastante difícil, pois exige conhecimento e disciplina para não cair em armadilhas e golpes de ganhos fáceis.

A aplicação de dinheiro na poupança ou em consórcio são modalidades de investimento que visam à obtenção de recursos financeiros para viabilizar a realização de sonhos como a aquisição da casa própria, carro novo, viagens inesquecíveis, cursos diferenciados, procedimentos estéticos e outras possibilidades. Mas qual é a melhor opção de investimento da atualidade?

Essa dúvida é mais comum do que se imagina e atinge parcela considerável da população, pois são duas aplicações tradicionais de investimento financeiro. Escolher a melhor alternativa implica em ter conhecimento das particularidades de cada tipo.

Para contribuir nessa difícil escolha, apresentamos as principais características dessas modalidades de investimento:

Poupança

A poupança é uma espécie de conta bancária em que o cliente faz depósitos nas agências ou em caixas eletrônicos e faz as anotações na “caderneta de poupança”, como era chamada anteriormente. Também é possível receber transferências bancárias, fazer pagamentos e utilizar o cartão de débito. Não é uma modalidade de compra, nem de aquisição de crédito. O dinheiro adquire rendimento na medida em que permanece na conta-poupança. É uma modalidade de investimento popular e de baixo risco.

Desvantagens da poupança

Disciplina – A poupança é uma espécie de reserva facultativa. Sem disciplinar os depósitos mensais, a formação de capital fica comprometida. 

Prejuízo a curto prazo – Os valores aplicados na poupança devem permanecer por no mínimo 30 dias, a fim de trazer rendimentos mensais. Se o resgate da aplicação for feito antes desse período, não há rendimento.  

Rentabilidade baixa – A poupança chega a render menos do que a inflação. Nesses, casos, apesar proporcionar rendimento, o poder de compra do investidor diminui.

Vantagens da poupança

Facilidade – A poupança permite realizar investimentos de qualquer valor e quando puder.

Liquidez – Caso seja necessário, é possível resgatar o dinheiro aplicado para evitar dívidas, pois a liquidez é diária.

Reserva emergencial – O capital acumulado em determinado período pode ser utilizado em circunstâncias inesperadas.

Sem tributação – Esse tipo de investimento não cobra nenhuma taxa de administração, bem como não há cobrança de impostos por parte do governo.

Consórcio 

É uma modalidade de compra de bens, produtos ou serviços baseada na economia colaborativa. Por meio de uma administradora, o consórcio visa à reunião de pessoas com interesses comuns para participar de grupos de autofinanciamento. Depois de escolher o grupo, cada consorciado adquire uma cota de participação. Cada investidor tem direito a participar de sorteios mensais e ainda pode oferecer um lance de valor maior para antecipar a contemplação da carta de crédito para escolher o bem ou serviço desejado. Os valores são depositados mensalmente em um fundo comum para garantir a contemplação da carta de crédito. O pagamento das parcelas mensais pode ser antecipado ou deve ser realizado até o final.

Desvantagens do consórcio

Baixa liquidez – O consórcio não é a modalidade de investimento ideal para fazer movimentações financeiras. Como não tem liquidez diária, o valor total só pode ser resgatado após o pagamento da última parcela ou por meio da contemplação da carta de crédito.

Contemplação – Sem dinheiro para oferecer um lance maior e obter a carta de crédito, o consorciado só será contemplado no sorteio mensal, o que pode acontecer no início ou no final do pagamento das parcelas.

Longo prazo – O consórcio é uma modalidade de investimento para quem não pressa em obter rendimento. Em determinados grupos, o consorciado chega a pagar 100 parcelas, o que caracteriza um investimento para ganhos futuros.

Pagamento compulsório – Depois de assinar o contrato, os pagamentos devem ser honrados mensalmente. Não existe possibilidade de “pular” um determinado mês.

Vantagens do consórcio

Alto rendimento – Ao ser contemplado no sorteio, o consorciado recebe a carta de crédito para adquirir o bem, o produto ou o serviço desejado. Se não quiser usar de imediato, o valor fica à disposição do participante para negociar como quiser.

Atualização anual – O valor do consórcio é corrigido anualmente para estar sempre equiparado à precificação do bem desejado. Em caso de atualização, o consorciado pagará o valor corrigido apenas das parcelas posteriores. Isso traz mais rendimento ao investidor.  

Controle financeiro – Ao aderir à modalidade de consórcio, o investidor recebe boletos para efetuar pagamentos mensais, o que permite planejar antecipadamente o orçamento mensal e honrar o compromisso de cada parcela.

FGTS – A modalidade de consórcio imobiliário permite a utilização do FGTS para a compra de um imóvel, sendo possível sacar o valor para fazer um lance maior, antecipar parcelas ou até mesmo realizar a quitação.

Facilidade – O consórcio proporciona a aquisição de bens sem juros ou entrada, o que permite planejar o melhor momento para fazer a compra.

Segurança – O consórcio é fiscalizado pelo Banco Central do Brasil e as administradoras precisam de autorização para funcionar.

A melhor escolha

Mas, de fato, qual é a melhor opção de investimento? Não existe resposta automática. Se a sua vontade é trocar de carro ou adquirir um imóvel, mas não tem dinheiro suficiente para comprar à vista, o consórcio é melhor opção. Entretanto, se o seu objetivo é formar uma reserva financeira para situações inesperadas, o ideal investir na poupança, que permite retirar o dinheiro com facilidade.

Mais do que compreender as características das aplicações financeiras, é preciso focar na meta a ser alcançada e os cuidados necessários para administrar o próprio dinheiro, a fim de aproveitar os benefícios que cada modalidade de investimento oferece.

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