8 de março: dia da mulher, da profissional e da mãe

A data marca não apenas a comemoração pelas vitórias e conquistas das mulheres, mas também alerta sobre o papel da mulher na sociedade atual. Mesmo com todos os avanços, ainda existem os salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas ainda é preciso continuar mudando esta história.

Hoje, é mais do que normal ver a mulher no mercado de trabalho. Mas nem sempre foi assim.
Durante muito tempo, suas funções se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Esse cenário começou a mudar, a partir da segunda metade do século 18, com a Revolução Industrial. Esse foi um processo decisivo – ainda que lento – para a emancipação da figura feminina e a conquista do acesso à educação formal.

O Dia Internacional da Mulher foi oficialmente celebrado em 8 de março pela primeira vez por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, e dois anos depois foi estendido a todos os países que são membros da organização.

A cada ano, o Dia Internacional da Mulher tem um tema. O de 2021 é “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19 ”. Segundo a ONU Mulheres, o tema celebra os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia.

As mulheres estão na linha de frente da crise da COVID-19 como profissionais de saúde, cuidadoras, inovadoras, organizadoras comunitárias e algumas das líderes nacionais mais exemplares e eficazes no combate à pandemia. A crise destacou tanto a centralidade de suas contribuições quanto os fardos desproporcionais que as mulheres carregam.

Mulheres no Brasil

No Brasil, embora as mulheres tenham nível de formação superior ao dos homens, elas ocupam apenas 39,1% dos cargos gerenciais nas empresas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e  Estatística (IBGE) – em 2018, essa proporção era de 39,5%. Além disso, recebem o equivalente a 3/4 do salário dos homens. Mesmo trabalhando fora, as mulheres dedicam 18 horas por semana aos cuidados com o lar ou com a família (os homens, 10 horas).

51% da população brasileira é mulher;

Recebem 75% do salário dos homens;

18h semanais em trabalho não remunerado.

Valorizar o talento das profissionais, porém, pode ser essencial para o sucesso de uma empresa. Uma companhia que tenha 30% de líderes mulheres pode aumentar em 6% a margem líquida de lucro, aponta um estudo da consultoria internacional EY (conteúdo em inglês). Apesar disso, essa mesma pesquisa aponta que quase um terço das companhias no mundo não tem mulheres em sua diretoria ou em posição de gerência e metade não tem executivas em seu quadro (em 60% delas, não há mulheres entre os membros do conselho).

37,8% dos cargos gerenciais são das mulheres;

16,9% das mulheres 25+ têm ensino superior;

7,9% dos municípios têm delegacia da mulher.

Em alguns países, a igualdade de gênero está avançando. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, os países mais igualitários do mundo são (pela ordem), Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Nicarágua e Ruanda.

Apesar da melhora em alguns países, quando se olha para o conjunto global, o progresso na igualdade de gênero está diminuindo. Ainda de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial (de dezembro de 2018), somente em 2.126 – ou seja em 108 anosteremos igualdade de gênero em áreas como participação econômica, educação, saúde e empoderamento político. São 8 anos a mais em relação a estimativa de 2017.

A educação é o campo em que a igualdade de gênero está mais perto no mundo – e pode ser alcançada em 2032, aponta o Fórum Econômico Mundial, que ressalta também o progresso para alcançar a paridade também na política.

O RH da sua empresa desenvolve ações de reconhecimento às profissionais, que em sua grande maioria enfrentam duplas e, muitas vezes, até triplas jornadas? Pense nisso! Implemente ações na companhia para dar o primeiro passo para ajudar a construir uma sociedade mais justa.

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