O que 2020 nos trouxe como aprendizado

2020 chega ao fim. Um ano marcado por desafios e perdas. Mas o que esse ano nos trouxe como aprendizado? Ao mesmo tempo em que expôs a fragilidade da condição humana, permitiu-nos expressar a capacidade de enfrentamento e superação de adversidades.

No momento em que se propõe reflexões profundas, desejos e planejamentos para o ano que vem, apresentamos as principais lições adquiridas ao longo do período e as tendências econômicas, de modo a contribuir em quaisquer ponderações.

Higiene e saúde

Os cuidados com o asseio pessoal e a atenção com a saúde adquiriram mais relevância. Além de lavar as mãos frequentemente e não compartilhar objetos, adquiriu-se o hábito de se aplicar álcool em gel, de retirar os calçados antes de adentrar em casa, limpar embalagens, alimentos e utensílios pessoais. A pandemia indicou a importância de se cuidar da saúde mental e física durante o ano todo, bem como dar mais atenção aos comportamentos preventivos, verificação de sintomas, realização de exames periódicos, praticar atividade física e se alimentar de modo mais saudável

Empatia

As dificuldades impostas pela nova realidade fizeram com que nos tornássemos mais sensíveis em relação à situação de outras pessoas, estimulando a colaboração entre vizinhos, idosos e pessoas com necessidades especiais, ao pedir e oferecer ajuda, visando ao bem-estar comum. Descortinou-se o olhar para a vida sob novos ângulos.

Inovação

O isolamento social e a modalidade home office estimularam a aplicação de novas metodologias de trabalho à distância e o uso de ferramentas digitais, proporcionando mais transparência, segurança, integração e engajamento.  Novas atividades foram incorporadas ao cotidiano como o aumento do comércio eletrônico, cursos online e serviços de entrega. Muitos desempregados tiveram que se reinventar e desenvolveram novos produtos e serviços via internet. A tecnologia, por sua vez, proporcionou saltos tecnológicos incríveis com a inteligência artificial e o desenvolvimento de novos modelos de negócios.

Valorização de profissionais

Não há como desmerecer o trabalho dos profissionais da área da saúde e que ainda estão à frente do combate pela vida. Apesar do cansaço e do estresse profissional, médicos e enfermeiros abdicaram de interesses pessoais em favor de outras vidas. Também não se pode esquecer dos garis, entregadores, motoristas, membros de associações, empresários, religiosos, integrantes de movimentos sociais e outros voluntários que não mediram esforços para auxiliar famílias desamparadas.

Desigualdades

Apesar de avanços em muitas áreas, a pandemia escancarou a desigualdade existente entre ricos e pobres, sobretudo nos acessos aos serviços de saúde e educação, bem como das condições de moradia que dificultaram o isolamento social. Sem investimentos nessas áreas, as diferenças tendem a crescer ainda mais. Todavia, o combate às desigualdades sociais só pode ser feito com o envolvimento de todos. Se aprendemos lições preciosas, é nosso dever colocá-las em prática.

Projeção econômica

Além da necessidade de criar vagas de emprego, 2021 deve seguir com a recuperação econômica. Segundo analistas, a inflação deve chegar a 4,39% e as taxas de juros continuarão baixas. Já o crescimento do PIB está projetado em 3,49 % e a taxa Selic deve girar em torno de 3,13%. O governo federal, por sua vez, reforçará o controle do teto de gastos com a observação dos limites globais previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Linhas de negócio

A aceleração digital da economia em 2020 trouxe implicações significativas no setor de serviços como entretenimento, viagens, hotelaria e comércio eletrônico. A continuidade de bons resultados por parte do empresariado brasileiro pode trazer uma percepção mais favorável para o mercado doméstico e uma natural reentrada de capital, o que pode favorecer à abertura de capital e ao fortalecimento do real.

Os segmentos com forte tendência de crescimento em 2021 são os ligados às atividades de informática, e-commerce, games, clubes de assinatura, produtos naturais, cosméticos, imóveis, pet shops, locação de veículos e serviços de entrega.

Já o setor externo brasileiro deve continuar a ser beneficiado em 2021 em decorrência das respostas monetárias e fiscais dos países mais avançados que se traduzem em taxas de juros globais baixas e menor contração da economia mundial. O desempenho do setor agropecuário e a robustez das reservas internacionais também devem refletir a força do mercado externo.

Fontes: Banco Central do Brasil e Valor Econômico

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